Fragmentos


Nesta área estaremos publicando conteúdos diversos, inclusive poesias minhas e de parceiros.

De “Rosa dos Povos” a “Versos sem Nexo”... uma agradável viagem pelo mundo da poesia, de uma maneira simples, inteligente e irreverente. Mesmo quem não é um afccionado por esta forma de expressão artística, terá bons momentos de divertimento e reflexão. Algumas delas colhidas do livro “Poesias Sem Nome” (ainda não publicado), reunidas em 1991 e só agora divulgadas. Deliciem-se! Acompanhe também no twitter de Alexluna: http://twitter.com/anulxela

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ELAS - Homenagem ao Dia Internacional da Mulher

postado em 04/03/2011 05:21 por Alexandre Luna   [ 04/03/2011 06:05 atualizado‎(s)‎ ]

por Alexandre Luna (c) 1991

São tantas Marias,

São Anas também,

Patrícias, Rebecas, Simones...

Andréas, Cristinas,

Vitórias...

Amandas, amadas e amando...

São Raquéis e Karinas

São Caróis e Josefinas

Quantas e insólitas belezas?

São Rossanas, Rosanas e Rosas

São Margaridas, Manoelas e Mônicas

E todas são lindas...

São Veras, Verônicas, Veruskas

São Danielas, Dalilas e Dálias

E que justiça se não amá-las

De forma única e universal?

Há Eduardas, Claras, Clarissas

Há Janaínas, Cleonices, Larissas...

Que seria do mundo sem

As Rutes, Robertas ou Izabelas?

As Lígias, as Éricas ou as Eugênias?

Nicoles e Moniques...

E todas... onde ficam?

Cá dentro do peito, uma em cada canto...

Afrodites, Ariadnes, Arianes...

Estefânias, Estés e Edites

Que me perdoem a blasfêmia se não as grafo direito...

São tantas as possibilidades...

Pois só quem não ama

Pode se esquecer das Marianas...

                       Shirleys, Catarinas, Cíntias...

Dianas, Dianes, Fabianas, Fabíolas...

Fernandas, Vanessas,Vanusas...

O mundo agradece

E eu as festejo!

Paulas, Carlas e Cláudias

Flávias, Lucianas e Jaquelines

Polianas, Reginas, Cristianes...

Acácias, descalças rente ao céus

Resvalam seus doces perfumes...

Quantas Franciscas, Alexandras ou Júlias,

Julianas, talvez...

E quantas Sílvias, Silvanas e Sinaras?

Quantas Áudreys e Geórgias

Ah! E as Gabrielas... são todas belas!

Quantas Angélicas, quantas Márcias,

Quantos sonhos?

Há Keilas, Kelmas, Letícias

Há Kátias, Ismálias e Vladinas

Valquírias, Heras e Evas...

E as doces Natálias, Renatas,

Milenas, Militas, Leilas

Ledas, Gersendes, Lucys,

Elizabetes, Angelas, Carlindas e Camilas,

Eudjanes, Lenys e Lianas

Hildas, Hanis e Helenas,

Cacildas, Cecílias e Luízas

Giseldas, Teresas, Vivianes e Vandises

Emílias, Adrianas, Alessandras...

As Rizalvas, Rositas, Roxetes,

Célias, Conceições, Tatianas, Glendas

As Níveas são Áureas como o tempo

Que ecoa per uma beleza que encanta...

Carmens, Lúcias, Anamarias

Laras, Kittas, Vatsyanis, Arleides,

Zóias, Zoés, Zumiras, Maristelas, Marisas...

Estelas, Inácias, Jéssicas,

Há até Osmarinas, Peônias e Tróias

Romanas, Marílias, Saras e Sandras

 São si...

  São mundos...

   São razões de Humanidade...

    São mágicas, feiticeiras e lindas...

      E se por injustiça do destino

       A mais bela das belas

        Não foi, aqui, mencionada...

     Ainda assim estará em meu coração...

Sendo assim, por precaução, deixarei reservado ao teu nome este espaço:

                                                          “...

Ó musa esquecida...

  Das noites vividas sem ti

   Por pouco não resisti

     À tentação de ousar ternamente

       Proferir ao charme de cada uma,

        Ao trejeito inocente, maroto, sensual...

      Um quê divino-sagrado

    E uma prece de agradecimento,

Pois são todas MULHERES...

 

 

Homenagem ao Dia Internacional da Mulher (08 de março)

 NE: Baixe abaixo a versão em Inglês. ;)

O Amor...

postado em 29/06/2010 07:49 por Alexandre Luna   [ 07/07/2010 15:33 atualizado‎(s)‎ ]

por Alexandre Luna (c) 1990


O amor não tem fronteiras,
Nem eiras,
Nem beiras,
Nem cor,
Nem cabelos,
Ou testa.

É uma confluência de aromas,
De balas de goma...

O amor não tem rosto,
Nem corpo.
É a descoberta de uma perda,
O achado de um sentimento,
A consciência de um tormento...

A simples noção de se estar vivo!
Ele é puro e criativo,
É ingênuo e adotivo...

O amor não se compra nem se vende...
Ele é casto e inocente.
E, por vezes, carente
De um sentido transitivo.

É doce e mordaz,
É sequaz e discrente,
É torpez e dormente,
É sábio e paciente...

Amar ?!!?
...é viver sem pensar...
...é pensar e não agir...
...é agir e se perder...
...é perder... e se achar...

Cheiro de Mulher

postado em 19/06/2010 17:15 por Alexandre Luna   [ 19/06/2010 17:33 atualizado‎(s)‎ ]

Alexandre Luna (c)  1988

Deixa esse corpo sereno,

Tão belo e moreno,

Tocar bem ao meu.

 

Dá-me essa boca vistosa,

Tão linda e formosa,

Presente de Deus...

 

Vem que eu te quero todinha:

Tu és minha rosa,

Sou teu beija-flor.

 

Venha sem medo, querida.

Que eu sou entendido

Em matéria de amor....

 

 

REFRÃO:

Cheiro de Mulher... (de mulher...)

Pura sedução, (sedução...)

Quero sentir teu corpo,

E me entregar a essa paixão...

 

 

Quero expressar-te em versos,

Fazer um reverso

À tua beleza.

 

Quero levar-te nos braços,

Beijar-te nos olhos,

Fazer-te princesa...

 

Quero amar-te profundo,

Deixar que o mundo

Nos veja a paixão.

 

Quero guardar-te tão minha,

Fazer-te a rainha

Do meu coração...

Azul

postado em 30/05/2010 13:17 por Alexandre Luna   [ 30/05/2010 13:47 atualizado‎(s)‎ ]

Alexandre Luna (c) 1990

Se em mim rareia...

 Tua forma

  Teu ser...

   Contenho-me à força

    De um só olhar....

     Que cerceia a ternura,

      Que investe

       E veste teu corpo...

        Como o orvalho reveste

       As pétalas de uma rosa azul,

      Que o singrar dos mares

      Fez trazer de Istambul.

     No ruído silencioso das ondas,

    Ao lamber das areias

   De uma terra distante.

  Sem hora, sequaz verdejante.

 Que me lembra ao peito

As saudades de ti....


Simples

postado em 26/05/2010 16:39 por Alexandre Luna   [ 26/05/2010 16:44 atualizado‎(s)‎ ]

Alexandre Luna (c) 1989

Sêde simples: como o orvalho

 Que molha a terra,

  Como os raios de sol

   Que a temperam...

 

    Como a brisa

     Que acalenta

      O farfalhar das folhas,

 

       Como a chuva

        Que devolve, à terra,

         A vida...

 

          Como as águas de um lago

           Que de tão sereno e calmo,

            Faz brotar a consciência

             Nos homens...

 

             E nos faz pensar

              Nas coisas eternas

               E imutáveis...

 

                 Como

                          o

                             AMOR...


Loucura

postado em 26/05/2010 16:34 por Alexandre Luna   [ 26/05/2010 16:38 atualizado‎(s)‎ ]

Alexandre Luna (c) 1990

Loucura: a cura da mediocridade...

 A sã virtude de um sábio!

  Pensar, quem sabe...

   Seja mais que exalar opiniões,

    Usufruto do escárnio

     Na forma de embriagar

      A alma dos mais sóbrios...

 

         De nada vale:

          Conhecimento, sem sabedoria...

           Ressentimento, sem perdão....

            Paixão, sem amor...

 

 

                   Sim... sede louco,

                            Mas o sede de forma divina...

                                      Como uma flor,

                                               Pois a vida não tem cor

                                                        Sem a aquarela da ilusão,

                                                                  Ou a quimera da fantasia...

                                                        Que me fez sentir um dia...

                                               Na leveza do espírito

                                      A liberdade de um grito:

- Sim, sou louco...

                            E quem não é?!...


Rosa dos Povos

postado em 26/05/2010 16:22 por Alexandre Luna   [ 26/05/2010 16:26 atualizado‎(s)‎ ]

Alexandre Luna (c) 1989
Uma rosa: as verves de um povo
Nas pétalas a cor vermelho-carmim,
Nos frisos fremes, algo de novo.
Exploro-a, desvelo-a só para mim.

A noite cai, a rosa aninha-se...
Entre folhas de verdade e espinhos
As vontades e desejos de carinho
Em suas pétalas, agora, apinham-se.

Mas ver-te rosa, a mais formosa das flores
Transforma em meu ser o sucinto prazer
De ver das campinas, a virgem-menina...

Ainda que seja, a realidade moteja,
Ao notar-se que a liberdade da rosa-menina
Não passa, na verdade, de uma fétida esquina...

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