Alexandre Luna (c) 1989 Uma rosa: as verves de um povo Nas pétalas a cor vermelho-carmim, Nos frisos fremes, algo de novo. Exploro-a, desvelo-a só para mim. A noite cai, a rosa aninha-se... Entre folhas de verdade e espinhos As vontades e desejos de carinho Em suas pétalas, agora, apinham-se. Mas ver-te rosa, a mais formosa das flores Transforma em meu ser o sucinto prazer De ver das campinas, a virgem-menina... Ainda que seja, a realidade moteja, Ao notar-se que a liberdade da rosa-menina Não passa, na verdade, de uma fétida esquina... |
